quinta-feira, 3 de Setembro de 2009

Nossa homenagem a Luís Xavier, um batalhador e activista pela dignidade da pessoa com deficiência

A rubrica “Nossa homenagem-um reconhecimento às pessoas pelo seu exemplo de sucesso” traz o exemplo de vida de um educador social, chefe de família, angolano. Ele tem 35 anos de idade, actualmente representa na província do Huambo a ONG angolana LARDEF (Liga de Apoio à Integração da Pessoa com Deficiência), onde entrou como voluntário. Estamos a falar de Luís Quintas Xavier, conhecido como Oliveira no seio familiar.

«Para aqueles que me conhecem, eu tenho uma paralisia dos membros inferiores, que adquiri já aos três anos vítima de poliomielite, mas apesar disso eu nunca olhei para a minha deficiência. E na altura em que os meus pais eram vivos, também nunca se deixaram levar, nunca olharam apenas na minha deficiência. Foram pacientes em sempre levar-me para a escola», realçou.

Luís é uma pessoa que vê a vida na positiva, embora lamente o facto de estar impedido de assistir ao teatro, que muito adora. É que as salas de cinema geralmente são pouco acessíveis, devido aos degraus, isso, para quem anda de cadeira de rodas. Mas esse é apenas um dos vários desafios que pessoas com deficiência enfrentam na sociedade.

«A maior discriminação que eu já senti foi na altura em que pensei que tinha que ter uma companheira. Na verdade encontrei uma barreira por parte da família da moça, que achou que o Luís, na qualidade de uma pessoa com deficiência, não podia contrair matrimónio com a filha deles. Esta foi uma situação muito difícil, mas por pouco tempo». E ainda bem. Tanto se juntou a ela que, após quatro anos a viverem maritalmente, oficializaram o casamento o ano passado.

Em finais dos anos 90, Luís Xavier morava no Luongo, Catumbela, e frequentava o ensino médio no PUNIV, que se si
tua no Compão, Lobito, uma distância de aproximadamente 15 quilómetros em ida e volta. Umas vezes metia o seu triciclo no comboio, mas geralmente ia a pedalar de segunda a sexta-feira. Luís desistiria na 10ª classe, abraçando o mercado do trabalho pela AADC (Associação de Apoio ao Desenvolvimento Comunitário) que, diz o co-fundador, «hoje infelizmente está a meio gás».

No entanto, há momentos altos na vida de Luís, que ele não esconde:

«Depois de trilhar nessa senda de trabalho, o momento mais alto da minha vida foi quando recebi a nomeação para Coordenar a Lardef a nível da província do Huambo, em 2007. Foi um momento muito alto da minha vida, porque a partir daí eu percebi que as minhas responsabilidades tinham aumentado, para com o grupo alvo e para com a sociedade em si. Porque, na verdade, costumam dizer os mais velhos que vale a pena estar em frente dos animais do que em frente das pessoas».

A transferência à província do Huambo permitiu o regresso aos estudos, interrompidos há 11 anos, e tanta é a força, que Luís já é finalista. E hoje, amigo Luís Xavier, sente-se longe ou perto dos sonhos?

«Bem, hoje, apesar de que ainda não sou universitário, mas eu pelo menos não me sinto muito em baixo, sinto-me capacitado para ainda trilhar o mundo para um futuro mais próspero. E tenho tido muito encorajamento de alguns amigos, principalmente os que foram colegas de escola. Acima de tudo posso dizer que ainda estou mais próximo daquilo que são os meu sonhos», revela.
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(*) Rubrica “Nossa Homenagem-um reconhecimento às pessoas pelo seu exemplo de sucesso” emitida na edição de 01/09/09, do programa de mesa redonda radiofónica, “Viver para Vencer”, que teve como tema "A Prática dos Primeiros Pocorros". Viver para Vencer é uma produção da ONG angolana Associação Juvenil para a Solidariedade (AJS), às terças-feiras, das 17-18h30, através da Rádio Morena Comercial (97.5FM), cobrindo as cidades de Lobito, Benguela e Baia Farta
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AJS – “A cidadania é resultado de um exercício permanente de Educação e Comunicação”.

segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

Nossa homenagem aos angolanos que batalham para vencer na vida - Hoje é a vez de Rui Filipe

Mais uma história digna de homenagem foi descoberta pela produção do programa “Viver para Vencer”. O exemplo de sucesso é do jovem Rui Filipe, que reside no bairro da Santa-Cruz, subúrbio do Lobito.

Já na sua adolescência, Filipe Manifestava uma inusitada paixão pelo futebol, destacando-se pelos acesos debates enquanto defensor acérrimo do Petro de Luanda. Com o passar do tempo, Filipe viria descobrir a sua paixão pelo jornalismo desportivo.

«O meu grande sonho era ser jornalista desportivo. E por esse motivo já andei por muitas estações de rádio e de imprensa, infelizmente, não fui bem sucedido». Mas o que terá faltado, sendo Filipe beneficiário de um dos primeiros (em seu tempo melhor reputados) cursos intensivos de jornalismo, ministrado pela Associação para a Promoção do Homem Angolano (APHA)? Não será porque a concorrência é difícil? «É difícil – reconhece o nosso interlocutor, para de seguida desabafar – embora, algumas vezes, encontrássemos pessoas que não fossem de acordo com aquilo que a gente trabalhava. Senão, teríamos capacidades de ficar, mas, pronto, – diz –
acho que a vida é assim, não devemos chorar pelo leite derramado. E há uma passagem popular que diz que há males que acontecem por bem».

E de desgostos não é tudo. Filipe fez parte do grupo de jovens que, há coisa de cinco anos, foram qualificados nos testes (concurso público) para trabalharem num dos museus. Só que, curiosamente, nunca foram chamados. E você acha que ele deixou de batalhar? Muito pelo contrário! Continuou a estudar a fim de concluir o ensino médio.

A dificuldade, de muitos por sinal, é ingressar no ensino superior. Sem fundo para custear a propina praticada pelas universidades privadas (USD 250/mês), Filipe candidatou-se na Universidade Pública, mas chumbou nos exames de admissão. Um outro desistiria, não ele!

«O optimismo é uma das minhas virtudes. E então no ano a seguir voltei a tentar, e consegui entrar no curso regular de história, isso foi em 2004. Em 2008 consegui concluir a minha licenciatura».

Aos 29 anos de idade, Filipe é licenciado em ciências da educação na especialidade de história, é também quadro de um dos ramos do ministério do interior.

«Os frutos apareceram. Está aqui a licenciatura feita e, naturalmente, almejamos, a partir do próximo ano, iniciar o mestrado e dar sequência a essa carreira estudantil».

O desemprego já não um problema para si? «Felizmente já não, e graças a Deus por isso. Também, com o nível alcançado, temos estado a sorrir, se o podemos dizer; embora o homem, por natureza ou enquanto ser bio-social, seja sempre insatisfeito. Mas, por enquanto, as necessidades básicas são possíveis de serem satisfeitas», referiu.

E foi com agrado que ficamos a saber que o Rui Filipe não desistiu do seu sonho, o de ser jornalista desportivo. «Se ainda houver oportunidade de continuar com a carreira jornalística, estarei aqui bem-disposto para continuar, porque é um grande sonho», revelou.
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(*) Rubrica “Nossa Homenagem-um reconhecimento às pessoas pelo seu exemplo de sucesso” emitida na edição nº 11, de 14/04, do programa de mesa redonda radiofónica, “Viver para Vencer”, que teve como tema "a juventude e o acesso ao primeiro emprego". Viver para Vencer é uma produção da ONG angolana Associação Juvenil para a Solidariedade (AJS), às terças-feiras, das 17-18h30, através da Rádio Morena Comercial (97.5FM), cobrindo as cidades de Lobito, Benguela e Baia Farta.....AJS – “A cidadania é resultado de um exercício permanente de Educação e Comunicação”.

sábado, 4 de Julho de 2009

Pedagoga Deolinda Valiangula é nova administradora do Município do Bocoio

Um despacho do Ministro da Administração do Território, Virgílio de Fontes Pereira, divulgado esta semana, dava conta da exoneração de António Saraiva do cargo de administrador municpal do Bocoio, que dista 70 km da cidade do Lobito.
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A substituta é no entanto um rosto conhecido, ou não fosse uma destacada figura da pedagogia na província de Benguela, por sinal Directora do Instituto Médio Normal de Educação (IMNE.
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Valiangula, com trajectória política de relevo na Organização da Mulher Angola (OMA), organização feminina do partido no poder, é ainda Mestre em Didáctica do Ensino (Instituto Superior de Ciências da Educação -
Universidade Agostinho Neto). Outra mulher à frente de uma administração municipal na província de Benguela é Maria João, que agora deixa de ser "em exercício" e passa a titular na Baía Farta.
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António Saraiva, que tem passagem pela Jmpla (organização juvenil do partido no poder) e pela banca, vai agora dirigir os destinos do município do Balombo, ou seja, mantém o cargo só que um pouquinho mais distante.
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Entre as suspresas, ressaltam-se as ascenções a vice-administradores de Basílio Sassendo Jessé, ex-Chefe da Secção Municipal da Educação no município da Baía Farta, bem como do Jornalista (TPA) Leopoldo Muhongo, que se ocupava da comunicação e imagem na Administração Municipal de Benguela.
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(Na foto: Deolinda Valiangula quando participava de uma das sessões radiofónicas de mesa redonda do programa "Viver para Vencer", iniciativa da ONG AJS-Associação Juvenil para a Solidariedade
Texto: Gociante Patissa

quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Futebol: Uma jovem que vence tabus pelo sonho de ser árbitra internacional

Mais uma história incomum de vida foi descoberta pela rubrica “Nossa Homenagem, um reconhecimento às pessoas pelo seu exemplo de sucesso”. Ela nasceu e reside na cidade de Benguela, atende pelo nome de Deolinda Gaspar Simão, e costuma surpreender pela afeição que tem pelo futebol, ombreando com qualquer homem, quer nos bastidores, quer no ajuizamento de jogos.
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«Eu já venho gostando de desporto, no seu geral, há um bom tempo. Mas, desde o mundial de 1998, aprofundei-me muito mais para esse lado mesmo, que é o futebol. Comecei a gostar, a praticar, estou agora a apitar também. Quer dizer, tudo relacionado mesmo ao futebol», conta.
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Deolinda Gaspar Simão é estudante, escuteira e professora. Mas é no futebol que vive o maior desafio na vertente da arbitragem.
«Diz-se categoria provincial. Fazemos jogos de iniciados, juvenis, juniores e seniores. Tive agora uma grande bênção, fui promovida para a 2ª divisão. E quero continuar a trabalhar, chegar até à primeira divisão e, quiçá, a árbitra internacional, que são alguns dos meus objectivos, e continuar a aprofundar os meus conhecimentos», salientou.
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Alguma vez esteve envolvida em situação de violência, ainda que indirectamente, por algum erro cometido enquanto árbitra? «Olha, é muito complicado e é muito difícil! Principalmente quando a equipa de casa (ou mesmo a de fora) perde, praticamente as culpas recaem sempre quase todas sobre nós. Por acaso já estive em várias situações assim, mas acho que a maior parte dos jogos correram bem, soube, com um ou outro erro, levar o jogo avante».
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E será que alguma vez praticou futebol? «Já. Já joguei no “Peixe Cuio”, que agora é “Águias Vermelhas” durante uma temporada, joguei também no “Andorinhas” ou “Amiguinhas” (já não me recordo o nome), durante uma temporada e meia».
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A inclinação para o desporto foi uma surpresa em casa, e só mesmo com o tempo Deolinda conseguiu conquistar o apoio dos pais. «Olha, a princípio foi muito difícil, principalmente quando comecei a jogar, e comecei a gostar muito dos jogos, às vezes faltava às aulas para ver jogo ou jogar, mas o tempo foi passando e foram-se acostumando. Acredito que o importante é que cada um tenha que fazer aquilo lhe faça feliz, aquilo que bem quer, desde que não fira a sensibilidade de ninguém».
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Determinada, Deolinda Simão consegue conciliar o desporto e a formação académica. «Eu estou a fazer o terceiro ano da faculdade, estou a seguir o curso de economia, embora não seja o meu grande sonho (porque eu quero mesmo continuar a fazer o superior de educação física). E sou professora também de educação física, há já dois anos».
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Para além disso, ainda encontra forças para outros compromissos sociais. «Sou escuteira há já quase 11 anos e sou presidente da associação ACASO (Causa Social). Temos como fim recolher alguns donativos para oferecer aos mais desfavorecidos. A associação é americana, nós somos a primeira filial cá em Angola, e precisamente em Benguela».
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Deolinda Simão resume os problemas da juventude em duas fragilidades. «São a falta de escolaridade e a falta de emprego. São problemas sociais muito graves e são mesmo eles que levam a nossa juventude a se misturar em coisas que não têm nada a ver; vemos aí casos práticos como guerras de garrafas, lutas, um montão de confusões».
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Estudante, escuteira, professora, responsável de ONG, e árbitra de futebol. Deolinda Simão leva uma vida literalmente ocupada. Será que ainda sobra tempo para lazer a que tem direito?«De facto tenho sentido falta de um bocadinho de tempo, relaxe, principalmente ao fim-de-semana. É o único tempo que tenho para ficar com a minha família, mas tem as saídas: jogos de manhã, aos sábados tenho que ir à formação de escutismo, se calhar tenho um encontro ou outro, e fica realmente um bocadinho apertado. Mas eu gosto de viver assim, acredito que ocupação é menos preocupação».
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Recorde-se que a rubrica "Nossa Homenagem" é oferta do programa radiofónico de mesa redonda pela cidadania e saúde preventiva, "Viver para Vencer", uma produção da ONG AJS-Associação Juvenil para a Solidariedade, emitido às 3ªs feiras entre 17h-18h30 através da Rádio Morena Comercial para cobrir as cidades de Lobito, Benguela e Baia Farta (litoral da província de Benguela), Angola.

domingo, 28 de Junho de 2009

Blog da AJS é premiado por contribuir para "a luz" da cidadania

Foi com satisfação e surpresa que registamos, ao passar pelo blog "Hukalile, don't cry for me Angola" ( http://cangue.blogspot.com), a nomeação do Blog "AJS-Cidadania & Saúde Preventiva Angola" para o prémio "ESTE BLOG É PURA LUZ".

Este reconhecimento, digamos mais formal, junta-se à honra que representa para nós o registo de visitantes (que de vários pontos do mundo nos chegam com regularidade, mesmo quando nos atrasamos na actualização).

Aproveitamos desde já para reiterar a gratidão e dar seguimento ao espírito do prémio, pelo que solicitamos "tolerância" pela adaptção ao texto copiado do Blog Hukalile, que nos atribuiu o prémio:

É um convite para reflexão sobre sua própria luz, que também será a primeira regra para postagem do selo.

1 - Completar a frase "EU SOU LUZ E QUERO ILUMINAR OS POLÍTICOS AFRICANOS PARA QUE NÃO SE ESQUEÇAM DE QUE DINHEIRO NÃO SE COME E QUE, ACIMA DE TUDO, A ESSÊNCIA DO SEU TRABALHO É SERVIR O POVO COM HONESTIDADE, DIGNIDADE E TRANSPARÊNCIA.

2 - Linkar o blog de onde o selo partiu e deixar um recado avisando que o recebeu.

3 - Linkar e repassar o selo para cinco blogs que, na sua opinião, sejam blogs de luz. Repasso para: Angola da Utpopia para a Realidade: //desabafosangolanos.blogspot.com/ Morro da Maianga http://www.morrodamaianga.blogspot.com/ Angola, Debates & Ideias ://angodebates.blogspot.com/ Elongiso Teatro http://elongisoteatro.blogspot.com/ Blogs que falam de Angolahttp://blogsquefalamdeangola.blogspot.com/
AJS - "A cidadania é resultado de um exercício permanente de educação e comunicação"
Da nossa esquipa

quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Utilidade pública: Aviadoras desistem da rota Ondjiva-Catumbela

A distância entre as províncias de Benguela e Kunene é agora maior, no que à aviação diz respeito. A companhia estatal Taag (Linhas Aéreas de Angola) é a única na rota Luanda-Catumbela-Ondjiva-Catumbela-Luanda, operando com o Bieing 737-700 às quintas e aos domingos, estando longe de satisfazer a demanda em virtude do intenso movimento comercial junto da fronteira com a república da Namíbia.

Depois da SonAir, que fazia a rota com o Boeing 737-700 aos sábados, foi a vez da Air-Gemini abandonar a rota. Esta última, representada em Benguela pela agência Paccitur, operava com um DC-9 às tardes de quarta-feira. A Diexim Expresso, do Grupo Batolomeu Dias, chegou a tentar, pondo em serviço o Embraer 145, porém por muito pouco tempo.

Nenhuma operadora justificou o abandono da rota, mas fontes conhecedoras do segmento nacional de passageiros apontam como causa a desproporcionalidade entre as despesas de operacionalidade e as incipientes receitas. Note-se que o custo do bilhete simples ronda os USD 130,00.

Pompilho Nobre (pobre20@hotmail.com)

sábado, 25 de Abril de 2009

NORMAS SOBRE E-MAILS - Saiba proteger seu computador dos vírus

O MAIS IMPORTANTE: Quando reenviarem mensagens, retirem os nomes e endereços de e-mail das pessoas por onde esses e-mails já passaram. Há programas na Internet para 'apanhar' tudo o que estiver antes e depois de um '@'. É vendido a Spammers, que espalham vírus.
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Quando mandarem uma mensagem para mais de uma pessoa, não enviem com o 'Para' nem com o 'Cc', enviem com o 'Cco' (carbon copy ocult) ou, de preferência, ' Bcc' (blind carbon copy), que não vai aparecer o endereço electrónico de nenhum destinatário... Quando todos fizermos isto, livraremos a Internet de 80% dos vírus e lixo electrónico que causa lentidão na rede...
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1) De uma vez por todas, tenhamos a noção de que as grandes empresas NÃO usam correspondência do tipo corrente (chain-letters). Aliás, pense bem, como é que eles vão saber se você reenviou estes e-mails para outros endereços?

2) NÃO existe uma organização de ladrões de fígado ou outros orgãos. Ninguém acorda numa banheira cheia de gelo, mesmo se um amigo jurar que isto aconteceu ao primo do amigo do conhecido dele.
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3) Se o(s) último( s) desastre(s) envolvendo foguetes da NASA espalharam partículas de plutónio sobre a Costa Leste Americana, vocês acham, realmente, que esta informação chegaria ao público por e-mail?
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4) NÃO existem os vírus 'Good Times', 'Bad Times', 'Sapos Budweiser', etc. Na verdade, NUNCA mesmo devem reenviar qualquer e-mail alertando sobre vírus antes de confirmarem num site fiável de uma companhia real, que estas o tenham identificado.

5) Existem mulheres realmente a sofrer no Afeganistão, e as finanças de diversas empresas filantrópicas estão vulneráveis, mas reenviar um e-mail NÃO ajudará estas causas. Se quiserem ajudar, procurem instituições vocacionadas. E-mails com 'os abaixo-assinados' geralmente são falsos e nada significam para quem detém o poder. São meios de obter endereços electrónicos.

6) NÃO se morre nem há azar no amor se se rebentar uma corrente. Recusemos essa maneira imbecil de ajudar os hackers e os spammers (propagandas).
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7) Escrever um e-mail ou enviar qualquer coisa pela Net é fácil... NÃO acreditem, logo, em tudo. Observem o texto, reflictam, analisem tudo isto antes de reenviarem aos amigos.
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8) Quando recebemos mensagens pedindo ajuda para alguém, com fotografia comovente, NÃO reenviem apenas 'para fazerem a vossa parte'... pode haver alguém cheio de más intenções, por detrás deste e-mail... verifiquem a veracidade das informações... Afinal, próximo da vossa casa, há sempre alguém carente que vocês poderão ajudar, se esta for a vossa opção de vida.
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9) Agora, SIM, ENVIEM esta mensagem aos vossos amigos e conhecidos, e ajudem a colocar ORDEM nessa imensa casa chamada Internet. Lembrem-se que, todos os dias chegam milhares de inexperientes à Internet, e quanto mais pudermos ensinar, será de grande valia para todos.
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Texto recebido por e-mail, que julgamos pertinente partilhar com @ leitor@.
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AJS - "A cidadania é resultado de um exercício permanente de educação e comunicação"

segunda-feira, 20 de Abril de 2009

Taxa de Sida em Angola é a mais baixa da região

Taxa de Sida em Angola é a mais baixa da região PlusNews/Jornal de Angola/Angonoticias

Angola é o país da África Austral com a menor taxa de seroprevalência, afirmou a Helen Jackson, assessora sénior do Fundo das Nações Unidas para a População ao jornal on-line PlusNews.

A taxa de seroprevalência em Angola é inferior a quatro por cento. A funcionária alertou que o país deve reforçar as medidas de prevenção e combate à pandemia, recordando que Moçambique e África do Sul estavam numa situação semelhante em 1994.

“Angola deve olhar para estes casos de baixa seroprevalência de dez anos atrás e agir já”, disse Helen Jackson.

Ao nível mundial, a epidemia da Sida parece estabilizar, mas não na África Austral, indica um relatório da ONU/Sida. Em Moçambique, a seroprevalência continua a crescer, com uma média nacional de 16 por cento, equivalente a 1,8 milhões de pessoas. O avanço é maior nas províncias com ligações rodoviárias ao Malawi, Zimbabwe e África do Sul.

A África Austral ainda é o epicentro da Sida. Em 2005, um terço de todas a mortes por causa da Sida, no mundo, aconteceram na região, equivalente a 930 mil adultos e crianças.

De todos os seropositivos no mundo, a região alberga um de cada três adultos, quatro de cada dez crianças e metade das mulheres maiores de 15 anos.

“Isto dá uma ideia do nível do perigo para a população da região”, disse o coordenador regional para África austral e oriental da Onusida, Mark Stirling.

Na região, apenas o Zimbabwe, onde 1,7 milhões de pessoas vivem com HIV, a seroprevalência reduziu, em 2003, de 22 para 20 por cento.

As causas incluem maior uso de preservativos, desde os anos 1990, adiamento da primeira experiência sexual e redução de parceiros sexuais, além da alta mortalidade devido a Sida.

Os recursos disponíveis para a Sida, a nível global, aumentaram cinco vezes desde 2001.

Mas, para África Austral, o aumento nos recursos e a experiência acumulada, não resulta em menor seroprevalência.


20 Apr 2009
Fonte:PlusNews/Jornal de Angola [Comentar]

quarta-feira, 15 de Abril de 2009

Nossa homenagem a João Micelo, um exemplo de força de vontade

Manda o espírito de equipa que o brilho colectivo deve estar acima do brilho individual. Nisto estamos de acordo. A outra verdade, porém, é que determinadas pessoas têm um empenho digno de homenagem no crescimento das suas instituições.

A OHI (Organização Humanitária Internacional) atravessa um bom momento da sua história. Tem em execução seis projectos de desenvolvimento comunitário nas vertentes de cidadania, prevenção de acidentes com minas e saúde pública. E é da OHI que trazemos o perfil de João Micelo da Silva, 31 anos, que é visivelmente o responsável pelo lobby e angariação de fundos e parcerias.

«Fui colhendo várias experiências, quer na vida, quer em outras situações. E no meu dia-a-dia, tenho estado com outras pessoas a partilhar experiências do ponto de vista da formação, quer profissional, quer académica».

Fundada em 2001, a OHI é uma Organização da sociedade civil angolana, com sede na província de Benguela. Micelo lembra como se concebeu o sonho.

«Queríamos contribuir com acções, mais concretamente no processo de educação cívica. Era no sentido de trabalhar na consciencialização do cidadão no sentido de ter uma atitude e comportamento eficientes perante aquele contexto em que nos encontrávamos. Felizmente isso foi possível, foi uma relação muito eficiente com as instituições do governo, e permitiu a realização dos nossos sonhos. Mas em função da dinâmica da mudança, do contexto de emergência para o desenvolvimento, novas luzes foram surgindo no sentido de reestruturarmos as nossas acções para um desenvolvimento sustentável na comunidade».

A dedicação a tempo integral na Organização reduz consideravelmente o tempo de Micelo para outras tarefas sociais. Tanto assim que se viu forçado a recorrer à formação à distância. Já no segundo ano no curso de gestão administrativa, Micelo aponta vantagens do método.

«No meu caso concreto, que tenho muitas tarefas a fazer em termos de acções viradas ao desenvolvimento comunitário, tenho muito pouco tempo de estar no sistema mais directo. E a vantagem é que facilita a pessoa ter mais um auto-didactismo e perceber melhor quais são as circunstâncias».

Para terminar, pedimos a João Micelo da Silva, na sua qualidade de activista, se teme mais o risco de acidentes com minas ou a infecção do VIH e SIDA.

«Em minha opinião, quer uma, como a outra, são questões que devem ser trabalhadas», sustentou, para adiante acrescentar que «a questão primordial baseia-se no comportamento e nas atitudes, em como é que a sociedade deve dar a sua contribuição em relação a estas problemáticas».

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(*) Rubrica “Nossa Homenagem-um reconhecimento às pessoas pelo seu exemplo de sucesso” emitida na edição nº 11, de 14/04, do programa de mesa redonda radiofónica, “Viver para Vencer”, que teve como tema "a juventude e o acesso ao primeiro emprego". Viver para Vencer é uma produção da ONG angolana Associação Juvenil para a Solidariedade (AJS), às terças-feiras, das 17-18h30, através da Rádio Morena Comercial (97.5FM), cobrindo as cidades de Lobito, Benguela e Baia Farta.....AJS – “A cidadania é resultado de um exercício permanente de Educação e Comunicação”.

quinta-feira, 9 de Abril de 2009

Conheça o angolano que frequenta duas universidades em simultâneo

As pessoas que não se deixam derrotar pelas agruras da vida, merecem a nossa homenagem. Hoje é a vez de um jovem que frequenta duas universidades, uma no Lobito e outra em Benguela. Trata-se do irmão Dickyamini Bocolo, de 33 anos de idade, Secretário do Conselho-Fiscal do Círculo Rasta Fari de Benguela.

«Eu estou no Direito [Universidade Católica] e estou no Isced. Foi sempre meu sonho, pretendo ser no futuro um jurista, quiçá constitucionalista. Mas como também estou ligado à área das ciências de educação, então, não posso abandonar a educação. Quem sabe, um dia possa vir a ter essa chance de ser professor na faculdade de Direito! E essa parte da educação, como é uma vocação, e o Direito, um desejo, e até porque são dois cursos que se complementam, então sigo História e Direito», justifica.

Agora no 2º Ano, ele conta apenas com sua motorizada para galgar diariamente os 70 Km que correspondem à ida e volta entre Lobito e Benguela. É caso para dizer que Dickyamini Bocolo é “sinónimo” de vencer desafios. O seu dia-a-dia é exemplo disso mesmo.

«Lecciono de manhã [no bairro do Alto-Chimbuila, na zona alta do Lobito], de tarde estou no Isced [Universidade pública, cidade de Benguela], e de noite estou na Universidade Católica [bairro da Caponte, Lobito]. Então, o que me dificulta mesmo conciliar é a parte de professor com as duas faculdades. Mas digo que a vida não é fácil, os sacrifícios muitas das vezes são importantes. Há pessoas que podem estar a dizer que “esse gajo vai frustrar-se, é um maluco”. Mas enquanto tivermos fósforo e capacidade intelectual, então, vamos continuar neste desafio».
De seu completo Dickyamini Sebastião Bocolo Rodrigues é natural da Ingombota, Luanda, residindo em Benguela há 13 anos. Por cá constituiu família, sendo pai de três filhos. Foi também em Benguela que Dickyamini aderiu ao Círculo Rastafari de Benguela.

«Assim que cheguei, aderi logo ao movimento rasta-fari, que era já um sonho fazer parte desta família revolucionária, uma família de jovens que decidiu apoiar o progresso social. Desde aí, fui ascendendo a determinados cargos. Comecei como secretário para actividades do Círculo Rastafari de Benguela, depois fui para secretário para relações públicas. Em 2000 fui eleito como secretário executivo. De 2001 a 2002, tivemos uma outra eleição, onde fui reeleito, pelo trabalho que fui prestando ao CRB».

Amigo da música, do teatro e da literatura, Dickyamini é também professor do ensino primário há cinco anos. No entanto, reconhece que nem sempre um rasta é bem encarado pela sociedade.

«Ao longo da minha trajectória como activista, tive algumas dificuldades com a minha inserção social por ser membro de uma comunidade que ainda, em alguns círculos sociais, é discriminada, a comunidade rastafari. Mas soube sempre mostrar às pessoas que a revolução não se faz com os fracos. E até hoje, àquelas pessoas que fazem de mim um “monstro”, tenho também feito o possível esforço de transmitir que a vida não é fácil».

Só nos resta reforçar os votos de êxitos ao batalhador, esperando muito sinceramente que a defesa de tese não seja agendada para o mesmo dia, já que a lei da física não permite estar em dois lugares no mesmo instante. Até lá, irmão Dickyamini, força!
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(*) Matéria emitida na edição nº 10, de 07/04. “Nossa Homenagem” é oferta do programa de mesa redonda radiofónica, “Viver para Vencer”, uma produção da ONG angolana Associação Juvenil para a Solidariedade (AJS), às terças-feiras, das 17-18h30, através da Rádio Morena Comercial (97.5FM), cobrindo as cidades de Lobito, Benguela e Baia Farta.....AJS – “A cidadania é resultado de um exercício permanente de Educação e Comunicação”.